
Fui uma adolescente reguila... Digamos que me portava mal, mas sempre com classe.
Ontem, em conversa, lembrei-me de um episódio desses tempos, que me fez repensar o meu conceito actual de malvadez: Criei uma amiga invisível para gozar e chatear quem eu bem queria - A Mafaldinha.
A "vítima", nesse dia, foi a minha professora de Geografia - a "Balakov", uma desgraçada nas nossas mãos, mas que teimava em não deixar ninguém assistir às aulas dela, não obstante as nossas constantes tentativas de infiltrar pessoal. E perguntam vocês, porque raio havia alguém de querer assistir a aulas de outras turmas?! Pois, mas valia a pena, acreditem...
Nesse dia, levei comigo a Mafaldinha. Falei com a professora da situação dela, que não conhecia ninguém, etc...
- Não, não e não entra ninguém!
- Ai isso é que entra! Anda Mafaldinha, vem comigo...
E a professora, agarra-se à porta, barra a entrada, com a postura de: ninguém entra ninguém sai!
Eu sento-me no meu lugar, puxo uma cadeira, "sento-a" ao meu lado e tento explicar porquê que a professora, até simpática, não queria deixá-la assistir...
A cadeira não fica aí!
Está a incomodá-la, professora? Deixe estar a miúda, que ela nem fala!
A partir desse dia, tal deve ter sido o susto e o medo, que ela nunca mais me contrariou!
Desculpem-me os professores de hoje em dia, mas os vossos alunos já não sabem brincar assim, pois não? Os meus, ainda hoje, e de cada vez que me vêem, confessam as saudades! :P